Marisa Matias

Marisa Isabel dos Santos Matias

Idade:

44 anos (20 de fevereiro de 1976)

Profissão:

Eurodeputada, socióloga, investigadora

Estado Civil:

Casada

FORMAÇÃO:

Licenciada em Sociologia pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, Doutorada em Sociologia

Percurso:
  • Militante do Bloco de Esquerda (2004 – presente);
  • Candidata à Câmara Municipal de Coimbra (2005);
  • Deputada ao Parlamento Europeu pelo Bloco de Esquerda (2009 – presente);
  • Vice-Presidente do Partido da Esquerda Europeia (2010 – 2019);
  • Vice-Presidente do Grupo da Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Nórdico Verde (2019 – presente);
  • Candidata à Presidência da República (2016 e 2020).

Debates

“FORÇA MAIOR”

Perguntas e Respostas

OBJETIVO DA CANDIDATURA
DECIDIU VOLTAR A CANDIDATAR-SE POR ESTARMOS A VIVER UM MOMENTO DE CRISE. É POR ESSA RAZÃO DE “FORÇA MAIOR”, COMO SE LÊ NOS SEUS CARTAZES DE PRÉ-CAMPANHA QUE DECIDIU AVANÇAR?

 

“O elemento determinante foi precisamente por estarmos a viver esta situação de crise e achar que posso trazer um contributo, no sentido de encontrar soluções para o país, para nos prepararmos para não termos de estar sempre a deixar tantas situações de injustiça, pobreza e desigualdade a cada crise que enfrentamos.”

Fonte: Entrevista na TSF/DN dia 8 de novembro de 2020

ANALISADAS AS SONDAGENS E OS VOSSOS DISCURSOS FICA-SE COM A IDEIA DE QUE A MARISA MATIAS E A ANA GOMES DISPUTAM O MESMO ESPAÇO PÓLITICO, OS MESMOS ELEITORES, CONCORDA?

 

“Uma eleição presidencial, mais do que em qualquer outra, é protagonizada por figuras individuais e isso representa que haja sobreposição de eleitorado em todas as áreas. Não tenho nenhuma razão para esconder que eu e a Ana Gomes partilhamos várias lutas políticas comuns, nomeadamente a questão do combate aos offshores, à fraude e evasão fiscal. No Parlamento Europeu integramos várias comissões em conjunto, serão sempre áreas em nós, creio, lutaremos as duas sempre, juntas. Agora, nós temos diferenças significativas no que diz respeito ao entendimento da nossa integração europeia e em áreas tão importantes como a Defesa, a Segurança e o militarismo.”

Fonte: Entrevista na TSF/DN dia 8 de novembro de 2020

TODOS OS DIAS DOU DE CARAS COM UM CARTAZ QUE DIZ: “MARISA MATIAS. FORÇA MAIOR”. O QUE É A “FORÇA MAIOR”?

 

“São os motivos de força maior que temos pela frente. Quando apresentei a minha primeira candidatura, fi-lo num contexto em que estávamos a sair de uma crise económica e social fortíssima, onde existia na altura uma solução política que procurava dar resposta no combate à austeridade – apresentei-me para tentar representar no quadro da candidatura à Presidência da República, esse espaço político. Agora, passados 5 anos, estamos numa altura de motivos de força maior porque estamos, mais uma vez, numa situação de crise, mas longe de conhecer os seus impactos sociais e económicos. Sabemos sim, onde precisamos de agir para ter uma resposta nesta crise: na saúde, no combate à precaridade e outro conjunto de áreas em que precisamos dotar o país de capacidade de se proteger e proteger as pessoas.”

Fonte: Entrevista na TVI dia 7 de dezembro de 2020

PODERES DO/DA PRESIDENTE
CONTRA QUE MEDO É QUE SE CANDIDATA?

 

“O medo que se está a instalar gradualmente. Precisamos perceber, quando a pessoas fazem escolhas e tem direito a fazê-las na sua vida sempre, devem fazê-las com base nos seus sonhos e não com base nos seus medos. Por isso é preciso que tenham proteção social e laboral, saúde. Nós não temos todas as garantias necessárias para que as pessoas possam fazer as suas escolhas fora de um quadro de medo, algo que é um inimigo da própria democracia.
O papel de uma Presidente é reforçar todas as condições para que as pessoas não tenham medo e isso passa por um reforço do SNS com profissionais que não estejam apenas cansados, mas que sejam reconhecidos pelo trabalho que estão a fazer. Estamos num momento de pandemia e percebemos as limitações do SNS. Temos de sair desta pandemia com o reforço do SNS.”

Fonte: Entrevista na TVI dia 7 de dezembro de 2020

TAP
QUAL É A SUA POSIÇÃO EM RELAÇÃO À TAP?

 

“Houve erros e devemos assumi-los. Como estamos a viver numa crise de pandemia, há coisas que devemos pensar para definir o futuro da TAP: em primeiro lugar, devemos ou não pensar se queremos uma companhia pública que possa estar disponível e ao serviço das comunidades portuguesas que estão fora do país? Que possa estar disponível para ir buscar material médico? Eu acho que é preciso termos esse tipo de companhia de transporte; em segundo lugar, percebermos para que é que queremos a TAP? Deveremos querer a TAP para várias coisas, desde logo para uma escola de formação, para ser um modelo económico e de companhia de transporte muito diferente daquele que é; e em terceiro lugar, qual é o propósito de estarmos a injetar tanto dinheiro público?

Eu preferia que discutíssemos os erros e o que está a correr mal, mas sem perdermos a possibilidade estratégica de termos uma companhia nacional. O projeto que queremos é o de uma companhia com um modelo de transporte diferente do atual, mais adaptado aos novos tempos; uma companhia que está ao serviço das comunidades portuguesas sempre que é necessário, que tenha autonomia e nos permita ter na TAP um instrumento de soberania.”

Fonte: Entrevista na TVI dia 7 de dezembro de 2020

SEF
ACHA QUE O SEF DEVE SER EXTINTO?

 

“Não podemos, na linha das recomendações e dos relatórios feitos pela Provedora de Justiça Europeia ou pelo Conselho Europeu para os Refugiados, fechar os olhos à forma como o SEF funciona, com violações sistemáticas dos direitos humanos. Isso é uma realidade que já há muito tempo mostra uma questão, no meu ponto de vista, essencial: não podemos tratar a imigração como um caso de polícia, isto no sentido em que qualquer imigrante que chegue ao nosso país é tratado como suspeito. Parece-me essencial uma separação entre o trabalho administrativo e o policial.

Se há um cidadão que morre às mãos do Estado, é óbvio que o sistema falhou.”

Fonte: Entrevista à Rádio Observador dia 15 de dezembro 2020

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