Ana Gomes

Ana Maria Rosa Martins Gomes

Idade:

66 anos (9 de fevereiro de 1954)

Profissão:

Jurista, eurodeputada, diplomata, comentadora política

Estado Civil:

Viúva

FORMAÇÃO:

Licenciada em Direto pela Faculdade de Direito de Lisboa

Percurso:
  • Militante do MRPP (1974 – 1976);
  • Diplomata (1980 – 2003);
  • Assessora diplomática do General Ramalho Eanes (1982 – 1986);
  • Serviu na Missão Permanente junto da ONU em Genebra (1986 – 1989) e Nova Iorque (1997 – 1998) e nas embaixadas
    em Tóquio (1989 – 1991) e Londres (1991 – 1994);
  • Chefe de missão e embaixadora em Jacarta (1999 – 2003);
  • Militante do Partido Socialista desde 2002;
  • Secretária nacional para as Relações Internacionais do Partido Socialista (2003 – 2004);
  • Deputada do Parlamento Europeu (2004 – 2019).

Debates

“CUIDAR DE PORTUGAL”

Perguntas e Respostas

OBJETIVO DA CANDIDATURA
JÁ A OUVIMOS FAZER UMA AVALIAÇÃO POSITIVA DO MANDATO DO PROFESSOR MARCELO REBELO DE SOUSA. QUE SENTIDO FAZ UMA CANDIDATURA SUA, QUANDO AVALIA BEM O DESEMPENHO DO ATUAL PRESIDENTE?

“Faço uma avaliação positiva do mandato do presidente Marcelo Rebelo de Sousa. Há aspetos claramente positivos que destaco, nomeadamente, o contribuir para atenuar a crispação do país, mas, neste momento, precisa-se de outro tipo de intervenção do Presidente da República. Não bastam os afetos, é preciso cuidar do país e dos portugueses num momento de crise tremenda, onde é preciso assegurar um regular funcionamento das instituições e a separação de poderes – algo essencial para o bom funcionamento da democracia.”

Fonte: Entrevista na TSF/DN dia 11 de outubro de 2020

O QUE DISTINGUE A SUA CANDIDATURA DAS QUE ESTÃO TAMBÉM À ESQUERDA, DE MARISA MATIAS E JOÃO FERREIRA?

 

“Antes de mais, essas são candidaturas partidárias e a minha trata-se de uma candidatura independente. Eu sou socialista, não o escondo e tenho muito orgulho nisso, mas apresentei-me de forma independente. Há muitos aspetos ideológicos que me distinguem, podemos convergir em algumas questões, sobretudo o que diga respeito à melhoria dos rendimentos das famílias no momento de crise que atravessamos. Mas depois temos muitas diferenças, por exemplo, uma área em que há uma clara diferença com as duas candidaturas é toda a área de Segurança e Defesa – onde eu acho que o nosso país tem instituições que devem ser preservadas, bem equipadas e eficazes na defesa, não só do país, mas da própria Europa. Essa é, sem dúvida, uma diferença marcante entre mim e essas candidaturas.”

Fonte: Entrevista na TSF/DN dia 11 de outubro de 2020

NO MOMENTO EM QUE CONCORRE AO MAIS ALTO CARGO DA NAÇÃO, QUE CAUSAS A MOVEM?

 

“A do Estado de Direito, a da democracia, a da transparência no exercício de cargos públicos. A de voltar a dar confiança aos cidadãos numa governação democrática da justiça.”

Fonte: Entrevista na TVI dia 14 de dezembro de 2020

PODERES DO/DA PRESIDENTE
QUE INTERPRETAÇÃO É QUE FAZ DOS PODERES PRESIDENCIAIS, OU SEJA, QUAIS AQUELES QUE VAI USAR E QUAIS AQUELES QUE SE VAI ABSTER DE FAZER?

 

“Eu acho que todos os poderes presidenciais, previstos na Constituição, são para ser usados. Mas a interpretação varia – não só a pessoa faz a função, como a função também faz a pessoa.
Certamente, respeitarei a separação de poderes que está consagrada na Constituição, e é claro para mim que quem governa é o Governo, mas não deixarei de exercer uma Magistratura de Influência, nomeadamente na área da Justiça e da Saúde. Na área da saúde, eu penso que a centralidade deve ser a do SNS, é aí que se devem reforçar os meios; outra área em que eu vou fazer a diferença são as relações laborais, acho que as questões que dizem respeito a precaridade, aos despedimentos e ao assédio moral são questões deviam merecer a atenção do Presidente da República.”

Fonte: Entrevista na TVI dia 14 de dezembro 2020

UMA DAS FUNÇÕES DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA É A CHEFIA DAS FORÇAS ARMADAS, INSTITUIÇÃO DA QUAL TEM SIDO MUITO CRÍTICA. O QUE É QUE MUDARIA? E COLOCARIA UMA MULHER NO CARGO DE CHEFE MAIOR DAS FORÇAS ARMADAS?

 

“Porque não? Hoje temos mulheres nas Forças Armadas e devíamos ter muito mais. Eu sou uma grande defensora das Forças Armadas, acho que elas são estruturantes na nossa Nação. Não sou é defensora dos esquemas que pervertem as Forças Armadas e a própria imagem dos cidadãos em relação à instituição. Estive 15 anos no Parlamento Europeu como membro da comissão Segurança e Defesa, exatamente porque defendo as Forças Armadas e mais, defendo as forças de Segurança. Para as Forças Armadas e de Segurança cumprirem a sua missão é preciso que haja quem ao nível político lhes dê diretivas claras e, sobretudo, que as equipe devidamente, que lhes dê condições de funcionamento em dignidade.

Eu entendo o papel extraordinário que as Forças Armadas têm feito na projeção externa de Portugal por exemplo, na participação em missões da União Europeia e da ONU. Sou uma defensora da política europeia de segurança e defesa.”

Fonte: Entrevista na Rádio Observador dia 7 de dezembro de 2020

O PAPEL DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA GANHARÁ UMA NOVA CENTRALIDADE AGORA QUE VÊM AI MILHARES DE MILHÕES DE EUROS DA UNIÃO EUROPEIA?

 

“Absolutamente. Uma prioridade terá que ser assegurar que esses milhares de milhões beneficiam quem precisa de ser beneficiado. Estamos num país onde há fome, crescentemente há fome; há 400 mil famílias que não conseguem já pagar os seus empréstimos e não sabem como será o seu futuro; há cada vez mais pessoas a solicitar ajuda, há cem mil desempregados em 4 meses e o número tende a aumentar. É essencial que o Estado funcione e que ampare aqueles que precisam de ser apoiados, com programas sociais de apoio às famílias e às pequenas e médias empresas – no passado, os fundos europeus foram mais facilmente para as grandes empresas. Neste sentido, desburocratização viria a facilitar o acesso das pequenas e médias empresas aos fundos.”

Fonte: Entrevista na TSF/DN dia 11 de outubro de 2020

EUTANÁSIA
O QUE FARIA SE A LEI DA EUTANÁSIA CHEGASSE À SUA SECRETÁRIA COMO PRESIDENTE?

 

“Teria que ler a lei, naturalmente. Mas à partida eu seria a favor de uma lei que permite o direito à eutanásia. Não é uma questão ideológica, é uma questão de respeito pela dignidade de cada um de nós, e até por ter tido recentemente uma trágica experiência pessoal (a morte do marido), que mais me reforçou na convicção de que o direito à eutanásia é inerente à dignidade humana.”

Fonte: Entrevista na RTP1 dia 22 de dezembro de 2020

TAP
CONCORDA COM O PLANO DEFINIDO PARA A TAP?

 

“Portugal precisa de gastar e, sobretudo, criar boa gestão na TAP. É esse que tem sido o seu grande problema. A TAP é um dos principais exportadores de serviços do nosso país, é uma empresa estratégica para um país que tem as nossas comunidades de emigrantes.
A avaliação de quanto se deveria pagar para manter a empresa, deveria ser feita pelo Parlamento Europeu em conjunto com o Governo, de forma transparente, dando contas aos portugueses e fazendo o emagrecimento que for necessário para salvar empregos.”

Fonte: Entrevista na RTP1 dia 22 de dezembro de 2020

PORTUGAL
PRESUMO QUE ALGUÉM QUE SE CANDIDATA À PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA, TEM QUE GOSTAR MUITO DE PORTUGAL E DOS PORTUGUESES. O QUE É QUE GOSTA MAIS EM PORTUGAL E NOS PORTUGUESES?

 

“Gosto de tudo. Não somos um país perfeito, mas podemos ser um dos melhores de Mundo, porque os portugueses são gente de grande qualidade – foi isso que eu vi em todas funções que me levaram por todo o mundo. Tenho muita admiração pelos portugueses em Portugal: trabalhamos habitualmente em organizações disfuncionais, temos um problema de organização. É por isso que os portugueses, quando vão para o exterior, triunfam e são reconhecidos lá fora, e aqui não têm oportunidades e sentem-se desaproveitados.”

Fonte: Entrevista na TVI dia 14 de dezembro de 2020

ENTÃO QUAIS SÃO OS NOSSOS MALES PROFUNDOS?

 

“Sem dúvida um dos problemas é a organização. Mas isso melhora-se com investimento na educação, qualificação, inovação, e hoje já estamos obviamente muito diferentes do que eramos há 40 anos. Sabemos bem a diferença que fez a democracia neste país, nomeadamente, no desenvolvimento da educação e da saúde pública.”

Fonte: Entrevista na TVI dia 14 de dezembro de 2020

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